Prestativos não gostam de pedir ajuda (Eneatipo 2)… Veja as 5 razões

Prestativos não gostam de pedir ajuda (Eneatipo 2)… Veja as 5 razões

Prestativos não gostam de pedir ajuda (Eneatipo 2)… Veja as 5 razões

Prestativos não gostam de pedir ajuda …  Será? Não é bem assim…

Em questionário aplicado pela Universo Eneagrama a alguns ex alunos, amigos e um grupo de simpatizantes pelo tema, objetivando encontrarmos um caminho ou linha de raciocínio – relacionada ao fato de que pedir e obter ajuda é algo natural – vamos compilar algumas respostas, enfatizando o que apareceu de importante e comum nas respostas.

Pergunta.:

Afinal, porque os prestativos – pessoas do Eneatipo 2 – tem grande dificuldade em pedir ajuda, já que sua própria solicitude pode chegar a níveis extremos?

Porque será que Prestativos não gostam de Pedir ajuda?

Respostas.:

1 – Porque a Emoção básica é o Orgulho 

Costumo não fazer juízo de valor em relação às emoções. O orgulho em si não é positivo, nem negativo. Atua positivamente ao sustentar a sensação de capacidade tão presente aos Prestativos, oque é uma grande qualidade, bom seria se todos pudessem se sentir tão capazes. Por outro lado, o exagero no sentido de “eu posso”, “eu consigo”, aliado ao orgulho, é o que leva essas pessoas a grande dificuldade de pedir ajuda em momentos difíceis. Afinal, todos precisam de alguém um dia, há dia para dar e dia para ser receber; mas é necessária certa dose de humildade para reconhecer isso.

2 – Porque deseja que os outros saibam de suas necessidades, sem precisar falar.

Como é um dom para pessoas do tipo 2 “perceber” as pessoas em suas necessidades, bem como seu estado de espírito, devido a seu foco ser externo, ser o outro. Gostariam que as pessoas tivessem a mesma capacidade e da mesma forma se colocassem a disposição, sem precisar falar ou pedir. É um erro pensar que eles não gostam de receber, ao contrário, tanto gostam que se esforçam ao máximo para serem necessários, porém sua dificuldade reside em pedir, pois a cegueira quanto as próprias necessidades e até mesmo seus limites, é o resultado de seu foco de observação ser externo; oque atrapalha o discernimento de si mesmo.

3 – Porque se ressentem com o não.

Como são extremamente solícitos e tem dificuldades em dizer “não” aos outros quando é preciso, acabam muitas vezes, dizendo sim para os outros e não para si mesmos. Em contrapartida, quando escutam o “não”, em geral, sentem-se rejeitados e como são predominantemente emocionais, é algo “que pega fundo” para eles.

4) “Porque eu consigo, eu dou um jeito, no “fundo” eu sou a melhor pessoa para fazer isso”.

Se há algo que o tipo 2 tem para dar e vender é autoestima, ao menos aparente. Isso vem da sensação interna de capacidade, sensação essa, muitas vezes de que ele poderá desempenhar qualquer tarefa a que se proponha. Está certo quando diz “deixa comigo, que eu dou conta”, no sentido de que é bom acreditar em si, afinal, quem for oposto a isso, estará sendo derrotista já antes mesmo de começar. Mas a questão é: E quando não da conta e não consegue fazer, o tipo 2 reconhecerá? Afinal, precisa ser ele a fazer, para que se alcance um alto desempenho? E se for feito por outra pessoa e de outra maneira, qual o problema? Quem garante que não sairá até melhor?

5) Porque não gosto de dever favor

Todos nós, quando pedimos e recebemos um grande favor, em geral; ficamos com uma sensação estranha de dívida, que não é exatamente um sonho de consumo. Afinal, concordando com esse prisma do tipo 2, sempre melhor ter em abundancia e poder doar, do que precisar pedir para poder ter. Concorda? O que passa a ser destrutivo, é quando esse pensamento leva a uma incapacidade em reconhecer que precisa de uma mão extra e todos precisam um dia.

Grandes razões para superar essa dificuldade…

Se você só se doa e tem dificuldades para falar de sua própria necessidade, se colocando como “salvador”, mas nega uma mão estendida em um momento crucial, as pessoas podem perceber e ficarem ressentidas. Imagine por um momento o que aconteceria se o outro ficar nessa “mesma energia” até pra não ficar “devendo”  favor. Vira um ciclo, ninguém pede, ninguém se coloca a disposição. E aí, o que aconteceria com o grande dom da pessoa do tipo 2, a prestativa? Seria enterrado. Simples assim. Por um ponto de vista, é um contrassenso a pessoa prestativa ter grande dificuldade em pedir, algumas realmente não pedem, e ainda se orgulham disso.

Lidar com a humildade, aprender a receber, ter atitude de quem tem necessidades próprias como qualquer pessoa no Universo é sabedoria. Pois realmente, ninguém está muito acima ou abaixo de ninguém, se assim fosse, já estaria em outro plano. Aquele que aceita ajuda só tem a ganhar e se enriquecer. A autonomia é importante, mas não pode ser confundida com orgulho; ninguém é auto- suficiente o tempo todo, por mais independente que seja. Uma simples cebola que se come no almoço, dependeu de quanta gente até chegar ali?! Quem não aceita ajuda erra mais, é pobre em humildade. Precisamos criar uma cultura de nos deixar ajudar, a cultura da ajuda aonde for viável e nas pequenas coisas antes dominadas pelo orgulho, seja na família, entre os amigos, vizinhos, na igreja, deixar se expandir na sociedade e no mundo. A interconectividade é fato.

Pensar que aceitar ajuda não é sinônimo de fraqueza. Quem quer ser o maior doador que mostre seu lado “frágil” ou “dependente” em algum momento, quando assim for. Isso é uma força, pois qualquer um pode pensar: serei ingênuo se eu mostrar minha vulnerabilidade, mas qual o problema se você não for tão forte quanto parecia? O que vão pensar de mim? É um medo comum quando o ego ainda é grande.

Diminuir as máscaras das defesas é uma questão de força. Quando crescemos espiritualmente, não precisamos mais de tanta defesa. Por trás de sermos ajudados, damos espaço para o outro também poder se colocar a disposição e se desenvolver, exercitando a caridade. Felizes daqueles que aceitam ajuda e que podem ajudar, se colocando em pé de igualdade, mesmo que já tenham vivenciado e aprendido as leis mais básicas da vida; mesmo porque a vida é uma via de mão dupla, todos temos pontos de melhoria e sempre existe quem possa contribuir nesses pontos. Pense nisso!

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