O Poder de manter a Gula Emocional sob controle

  

Você sabia que a Gula Emocional é um tipo de vício?

Quando a gula é desenfreada, não se tem dois pássaros na mão, mas ao contrário, são todos eles voando.

É muito estranho. Mas ouvi outro dia, sentada numa mesa tomando um café quando ouvi sem querer essa frase que ficou marcada em mim. “Uma vida dedicada a colecionar somente experiências agradáveis ​​é uma vida vazia”. É uma afirmativa e tanto!

O negócio é refletir, será que ela tem razão? É no mínimo intrigante. Ao menos, pelo o que eu sabia, a maioria das pessoas busca justamente o que ela chamou de “vida vazia”.

Pensei. Faz todo o sentido, porque mesmo os momentos de prazer devem ser curtidos com moderação. A vida levada como se fosse um parque de diversões é uma vida superficial. Muitas vezes nos atrai, tal qual uma mesa cheia de doces para uma criança. Afinal, tem o parque de diversões mas existe a escola, o intensivo, o tempo para estudar sozinho e até o tempo de recuperação para não correr o risco de reprovar.

Os Três níveis de Satisfação

Existem pessoas, que parecem abençoadas, possuem este lado de ver a vida como uma festa de carnaval e ao mesmo tempo, não são torturados pelo vazio da superficialidade. Conseguem ser verdadeiramente felizes, ao menos aparentemente.

Muitos que parecem estar eufóricos de felicidade, acham que são um poço de felicidade, mas estão apenas se divertindo, se distraindo… a começar de si mesmos, podem estar fugindo da dor, pegando uma onda na felicidade. Ao invés de experimentar a felicidade em seus níveis mais profundos, assim como só pode experimentar quem conhece o outro lado…

E existem ainda os que… apesar de terem tudo, são amargos e decepcionados com sua vida. Por alguma razão, apesar de serem ricos e gozarem de todas as coisas boas da vida; nunca é o suficiente.

Prazer perseguido pela Gula Emocional?

Existe uma pergunta adjacente e oculta para todos nós, no que se refere a prazer e satisfação:

Como desfrutar do prazer sem viver para o prazer? Como possuir as coisas boas da vida, sem ser insensível às necessidades dos outros? Como viver no mundo sem se perder nele?

Quem possui a Gula como emoção base do padrão de comportamento, tem o pensamento em constante hiper-atividade. É rápido, curioso, facilmente estimulado, dificilmente resiste a tudo o que for novo e atraente. Daí e expressão de gula como vício emocional.

Aí é que mora o perigo. Sabe porque? porque nem tudo o que é atraente faz bem e nem tudo o que é trabalhoso é ruim! Aliás, justamente o que da trabalho costuma ser o que nos trás satisfação, passa a ser valoroso. Esses dias me peguei explicando para minha filha de seis anos sobre o valor de um carro ou das coisas de modo geral. Disse a ela que o valor de um carro não é o carro em si, mas o esforço que nos custou, o trabalho e a energia para poder comprá-lo. Esse é o valor dele! é por isso que devemos valorizar…

Outro exemplo é o casamento. Nunca vi um casamento bem sucedido, quando um dos envolvidos não está disposto a “crescer” como pessoa, para melhorar seu relacionamento. É claro que da trabalho as vezes. Quem não está disposto a investir energia nisso, na primeira dificuldade resolve investir em algo aparentemente mais prazeroso… Um filho também da trabalho… mas tudo isso vale muito a pena!!! E tudo o que vale a pena tem seu preço…

E no entanto, na medida em que se persegue  “felicidade a qualquer custo”, aumenta-se o grau de descontrole e você entra numa espiral de comportamentos viciosos e excessivos; quando Desintegrado (essa expressão uso nos workshops de Eneagrama). Então vira uma bola de neve, buscando experimentar tudo e todas as coisas ao mesmo tempo, mas isso de mãos dadas com a intolerância a frustração…

Então, a pessoa curte a vida loucamente, do jeito que ela vier, que venha!!!

E tudo fica urgente. Se algo lhe dá prazer, quer sempre mais e agora, já! A gula emocional desenfreada, é um apetite insaciável – amante do Replanejamento e inimiga do foco. E sem foco, nada se realiza! não se consegue pagar o preço pelo que realmente vale a pena.

A terrível ironia é que, nada, nada pode satisfazê-lo, sem antes de limpar tudo aquilo que ficou debaixo do tapete. Começar por encarar os próprios medos é uma das melhores dicas para quem tem esse tipo de comportamento vicioso… pois no fundo, o que ocorre é uma grande fuga de si mesmo.

Quando mantemos a gula emocional sob controle, o centramento acontece e passamos não só a valorizar, mas agir em congruência com o que é realmente importante para nós. Isso é inteligência emocional e é completamente possível de se aprender e nunca é tarde, infelizmente na escola não aprendemos, mas agora cabe a você e a mim aplicar tudo isso. Tem sido fantástico!

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